sexta-feira, 26 de julho de 2013

BRASIL, qual a saida?



                                                      
O problema do meu Brasil é os não brasileiros que aqui nascem. Ou seja: foram paridos em nossa terra, mas não são paridos pela Pátria. Há um dito entre nós que subtende que quando gostamos de algo somos “paridos” por ele. É um ditado muito antigo e nem todos conhecem.
Bem, o que quero dizer é que os caras nascem por aqui e, ao invés de buscarem o melhor para os patrícios, buscam apenas locupletarem-se e fornecer facilidade para os que são mais chegados a todo tipo de falcatrua.
Os caras vocês já sacaram quem são e pergunto: o que fazer para defenestramos todos eles dos cargos que a eles confiamos?
Resolvi sair do meu momento “niilista”, pois motivei-me a fazer algo. Mas, que algo é este, pois, com certeza, não poderei fazê-lo sozinho.
Ir às ruas, receber balas de borracha, gás lacrimogênio, pimenta nos olhos, não dá! Aos 62 anos de vida mereço coisa melhor.
Já ouviram aos pronunciamentos dela,  que nem a própria acredita? Sinto muito, estou sem tempo! Não quero propor nada absolutista. Aliás, não quero propor coisa nenhuma! Na realidade, gostaria de receber propostas no sentido de que possamos resolver ordeiramente a desordem em que se encontra o nosso País. O nosso e não o deles!
Vingar-nos nas urnas é lugar comum e não funciona porque os que não têm acesso à leitura e gozam das “diversas bolsas” não farão diferente! Continuarão votando nos benefícios e não naqueles que deveriam verdadeiramente nos representar (o difícil é saber quem são eles!).
O CEO de uma empresa quando esta não alcança os resultados esperados pelos acionistas estes “cortam-lhe a cabeça” e põem outro que possa fazê-lo. Simples assim! Mas, no caso do(a) Chefe do Executivo cujos resultados estão prejudicando o povo (os acionistas do Brasil) que o(a) elegeu e cada idéia nova é mais uma desesperança, o que fazer? Impeachment?   E colocar quem no lugar? A quem recorrer?
Creio que estou delirando..., ajudem-me.

terça-feira, 4 de junho de 2013

NIILISMO





Encontro-me intelectualmente broxado. O gap entre o último artigo e este, se é que podemos chamá-lo assim, dá-se pela minha falta de entusiasmo em escrever qualquer coisa sobre coisa alguma. Discorrer sobre política a VEJA e a Folha de São Paulo já o fazem exaustivamente, o que se vê é que os “nossos” políticos não têm jeito. E quem tem? Os brasileiros? Quando iremos ter “élan” para lutar por aquilo que é nosso ao invés de assistirmos a tudo como se não fosse conosco?!
Escrever sobre religião prá que? Cada um já tem a sua! Se alguém me disser que sabe quantas religiões registradas há no Brasil eu dou um doce. O interessante é que nenhuma delas é obrigada a recolher impostos “impostos” a todas as demais empresas que têm “capital de giro”!
Os desmandos dentro e fora do Vaticano já estão sendo tratados pelo Chico com muita coragem.
E o futebol, quanto custa um campeonato estadual ou nacional. Efetivamente não entendo de desportos. Ouço dizer que se os times igualarem a quantidade de taças ganhas as “disputas” deixam de existir e acaba a razão de ser de cada um, ou seja: “a rixa”!
E a segurança pública, pelos índices do governo, qualquer governo, eles têm diminuído!!! Diminuído na conta de quem? Políticos e seus parentes não são assaltados, tampouco assassinados, pois têm seguranças pagas por nós, o povinho. Para esses os problemas nunca existiram! Mas, deixa para lá, já nos acostumamos com isto. Aproveitando o mote, não vou mais ao dentista, vai que os caras chegam na hora que esteja sendo atendido e não quero fazer parte da estatística (de incendiados) que pertence à categoria dos odontólogos!
Quanto à educação não vou tecer comentários sem antes dar atenção aos professores. Pelo menos aqui eles têm prioridade! O Estado deveria patrocinar cursos de “artes marciais” para o corpo docente. Seria requisito curricular. Não para que eles possam atacar aos coitadinhos dos estudantes, seria apenas para o exercício da autodefesa!  Com relação à educação esta não poderia estar sendo mais bem conduzida sob a tutela do experiente educador Aluízio Mercadante...!
Sabe aquela história, o professor (desmotivado) finge que ensina, o aluno finge que aprende, a escola aprova tudo mundo, o IDEB (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico) do estado cresce e o governo ganha os loiros, mas, na realidade, ninguém ganha!!!
Enfim, não sei se faltou alguma coisa sobre a qual eu não deva escrever, mas, como disse no início, estou no meu período de “niilismo”!

terça-feira, 16 de abril de 2013

SER E TER



SER  E  TER

O que faz uma pessoa mais feliz? É o Ser, o Ter ou ambos? Há uma questão de cultura ou de momento a ser considerada. Os nômades, por exemplo, não se preocupavam em acumular propriedades. O que possuíam eram armas que lhes possibilitassem a caça para garantir o seu sustento. Era mesquinharia ter algo além disto!
Na sociedade atual a felicidade está em consumir, em ter, em comprar e depois descartar coisas numa velocidade cada vez maior. Coisas que nem sempre se necessita são adquiridas sob estímulos dos meios de comunicação. Às vezes são compras sob emoção, para esbanjar ostentação e aparência.
Tirar os bens materiais daqueles que se preocupam mais com o Ter faz com elas se sintam totalmente perdidas, pois não encontram mais sentido  em suas vidas, sentem um imenso vazio!
Em um mundo dominado por nações materialistas e ainda sem ter alcançado suficiente desenvolvimento espiritual grande parte das pessoas dedica a sua vida a acumular dinheiro e bens materiais.
Desde cedo as crianças se acostumam a ter o que querem e passam a valorizar os seus amigos por suas aparências. Na puberdade tudo é novidade. Os jovens estão ávidos por conhecimento e em ter o melhor (o melhor relógio, o melhor tênis, o melhor notebook). Ocorre que, sem reservas morais suficientes, muitos se tornam escravos da posse material e acham natural escravizar os seus semelhantes para atingir os seus objetivos.
Não se pode negar que as posses materiais são conquistas socioeconômicas do ser humano, pois gera qualidade de vida, desenvolvimento da indústria , comércio, das ciências e das artes, garantindo à Humanidade a superação de obstáculos para a sobrevivência básica.
A conquista do ter é dever de todos. Contudo, jamais mais importante do que a do SER, que é a conquista dos valores morais e leva o indivíduo a elevar-se como espírito.
A aquisição de bens materiais não dever ter como base a avareza, e como objetivo a conquista de posição social passível de inveja ou de submissão de outrem.
Os bens de uso próprio superiores àqueles necessários à dignidade do indivíduo e de sua família não observa o princípio de que “devemos amar ao próximo assim como a nós mesmos”. É preciso SER mais que Ter! O SER é eterno, o Ter é passageiro.
É preciso que busquemos a transformação social de maneira a que o SER se sobreponha ao Ter, como virtude, como base para todas as conquistas, como verdadeira essência da pessoa.

quarta-feira, 27 de março de 2013

ENCONTROS ETERNOS




Um homem entra na recepção do consultório médico, cumprimenta as pessoas, dirige-se à recepcionista, apresenta a sua carteira do plano de saúde, a carteira de identidade e indaga sobre a consulta agendada, ao que recebe a resposta positiva e recebe a informação que deve aguardar o chamamento. Feito isto procura ele acomodar-se na única cadeira que estava desocupada ao lado de uma bela mulher que deveria ter aproximadamente 38 anos, cuja tez não era das mais reluzentes.
Apressou-se em pedir-lhe permissão para tomar o assento e, num gesto de cortesia, perguntou se estava tudo bem. Recebida a resposta o amistoso cavalheiro, que sabia iria esperar bastante tempo para ser atendido, procurou manter uma conversa despretensiosa de maneira a tornar a espera menos angustiante.  Até que fossem atendidos conversaram de tudo um pouco, a começar sobre os atrasos dos médicos com relação aos horários marcados. Claro que nunca falaram sobre os motivos pelos quais ali estavam, porque seria de extremo mau gosto ou de extrema falta de educação.
O tempo passava e lá estavam eles a cada quinze longos e esperados dias, pois, sem que percebessem estavam sentindo falta um do outro, das conversas sem compromisso, de comentários aleatórios, das risadas sobre coisas ridículas do cotidiano de qualquer um, enfim, o agendamento das consultadas, das voltas, dos tratamentos que pareciam acontecer de forma programada e isto era ótimo, até que um dia o também pálido cavalheiro não encontrou a sua companheira de espera. Claro que isto poderia acontecer a qualquer momento. Contudo, não custava nada perguntar a recepcionista por dona Mariana, este era o seu nome. Com um olhar preocupado a delicada atendente disse que achava melhor que ele perguntasse ao médico que era comum aos dois. Sem entender bem o porquê, concordou o senhor Álvaro, este era o nome dele, com a orientação da funcionária do consultório médico de oncologia.
Passados intermináveis quarenta minutos, o Álvaro ouve o seu nome ao fundo do corredor, pois chegara a hora de saber o porquê da ausência da Mariana. Não mais importava se o chamamento era para a sua consulta. Ao adentrar a sala do médico ele foi logo perguntando: e aí doutor, a recepcionista não quis dar-me notícia da sua paciente Mariana. O que está havendo?  Lamento dizer-lhe Álvaro, assim como você a Mariana tinha um câncer em estágio terminal e, neste espaço de tempo (vinte dias aproximadamente), ela teve uma crise muito forte e tivemos que submetê-la a um procedimento que estávamos adiando, pois conhecíamos os riscos e as poucas possibilidades de sucesso, o que efetivamente aconteceu e ela não suportou.  
Abalado, Álvaro não concluiu a sua consulta e, após insistentes pedidos à recepcionista, obteve o endereço da Mariana e partiu para lá. Sem saber a quem procurar, sem saber o que fazer, ele precisava encontrar alguém que pudesse dizer-lhe algo de concreto para que aqueles momentos, mesmo que dentro de uma recepção médica, não  se caracterizasse apenas como um sonho. Parado por algum tempo em frente à residência de Mariana e depois contabilizando cada passo até a porta da casa tocou a campainha. Depois de alguns momentos surge-lhe uma bela senhora cujos traços faciais não lhe negavam quem seria ela.  Uma eternidade aconteceu até que dona Marília o convidasse para entrar, mesmo sem o Álvaro ter se apresentado.  Com uma voz trêmula e cheia de emoção a amável anfitriã tirou do bolso do seu vestido um bilhete a ele endereçado.
Em estado emocional quase sem controle o Álvaro abre cuidadosamente aquele que seria o último meio de comunicação com a sua amada nunca declarada. E lá estava escrito: Prezado Álvaro, fico constrangida em não chamá-lo de querido logo de princípio, pois nós nunca nos declaramos. Mas, você foi a “coisa” mais importante que aconteceu nos meus últimos dias da minha vida. Obrigada por sua atenção, por seu carinho, suas brincadeiras, por nunca ter tratado do porque estarmos ali. Às vezes me imaginava louca, pois queria estar todos os dias no consultório. Como foi bom, em um momento tão ruim, você aproximar-se de mim! Como seria importante se todas as pessoas assim procedessem, umas com as outras, pois nunca sabemos o quanto estão precisando de um apoio, de uma palavra de carinho, de proximidade. Como não tive tempo de amá-lo como gostaria, ou seja, junto de você, vou continuar amando onde estiver.  Beijos, Mariana.
Ao terminar a leitura, Álvaro balbuciou: até breve meu amor! Estas palavras foram ouvidas por dona Marília que se levantou e o abraçou em lágrimas. Lágrimas estas com vários significados, pois aquela amizade que ali se iniciara em breve também seria interrompida.
Esta história nos remete a que: “O amor está disponível, a vida é breve e que devemos ser solidários”.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

MEDO


                                                 
Quando me dispus a expor o que penso sobre determinados temas mentalizei que nunca o faria com relação à política, posto que não nutro ideologia a respeito. MAS, sinto que há algo fervilhando e isto me deixa inquieto. Temo pelas instituições, pois da mesma maneira que não queremos a volta do sistema de autoritarismo militar, não desejamos, não acatamos qualquer outro tipo de radicalismo, pois, como sabermos, o Estado Democrático de Direito é que tem permitido a que nós, os verdadeiros brasileiros, que amamos a nossa Pátria, sintamos o gostinho de liberdade. Quando menciono “verdadeiros brasileiros” é porque não procuramos usufruir do Estado em proveito próprio, não temos como meta a locupletação em desfavor de terceiros, neste caso o Povo Brasileiro.
A Constituição do Brasil foi elaborada pelo Congresso Nacional, ou seja: pelos deputados e senadores da República. Coube ao Poder Judiciário a sua interpretação técnica quanto à aplicação da Lei àqueles que não agiram da maneira que os eleitores esperavam deles. Por que partidos políticos querem se insurgir contra os ministros do Supremo Tribunal Federal? A falta de respeito é tamanha, assim como os desmandos, que assusta-me a idéia de que eles possam transformar o nosso Brasil numa tremenda “casa-de-mãe-joana”.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

BUMERANGUE


Uma das lições da Bíblia é de que “não julguemos para não sermos julgados”. E, sempre que lemos algo atinente ao assunto, as assertivas são de que “devemos primeiro olhar para dentro de nós mesmos”, de que “quem tem culpa no cartório não acusa os outros”, “atire a primeira pedra quem nunca pecou” e daí por diante.

Ocorre que, como humanos e vulneráveis a erros, não podemos passar a vida se auto criticando para não emitir opiniões que, por ventura, poderão magoar alguém. É impraticável. Não somos filósofos. Confúcio talvez conseguisse.

O fato é que dar conselhos, opiniões, fazer juízo de valor são atitudes que devemos aguardar o convite para tomá-las, buscando todas as informações que nos dêem maiores subsídios para que não cometamos injustiças.

É importante observarmos que quando apontamos o dedo para um semelhante, o indicador, o polegar se volta para o céu, de onde Deus informa que os demais apontam para nós, ou seja: aquilo que atiramos pode voltar com bem maior intensidade...!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

FÉRIAS


                                          FÉRIAS
Ao anunciar a alguns confrades que estaria de férias agora no mês de janeiro, um deles indagou: “como tirar férias das férias”? E mais: “você vai voltar à ativa”?
Ora, eu estou aposentado e não de férias! Quem disse que o aposentado não tem obrigações? Senão vejamos as tarefas diárias, pela ordem:

   1) Passear com a cadelinha (inclua-se fornecimento de água e ração) que “era” da  minha filhinha;
     2)   Preparar o café da manhã (beneficiado pela tecnologia); 
     3)    Lavar os pratos do dia anterior;
     4)    Colocar o lixo para fora;
     5)    Por roupa na máquina (semanal);
     6)    Tomar banho e etc...;
     7)    Fazer a primeira refeição;
     8)  Ler, via internet, um jornal local e outro de abrangência nacional (o aposentado não  deve aposentar-se do conhecimento!);
     9) Uma vez na web, verificar a tábua da maré para saber a hora que posso andar na    praia (ninguém é de ferro!);
   10) Ler os e-mails, deletando 99% deles, e redistribuir os de     sacanagem;
    11) Escrever bobagens no blog (eventual);
    12) Brigar com o pessoal do plano de saúde por quebra de contrato;

Gente, com exceção dos itens 6, 7 e 9, vou ficar longe dos demais.
Para concluir, não omitindo qualquer dado, acrescento que o meu interlocutor perguntou, por último, se eu iria também passar o mês de janeiro sem tomar cerveja!!! Pessoal, que pergunta é esta, quem já se viu alguém tirar férias sem tomar uma cervejinha, faça-me o favor...?!
Amigos até abril... (é que lembrei que tenho 03 períodos acumulados!).
Fui.
Orlando Fazio




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